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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Festa Arromba... Isso é Pedralva

Fui no aniversário da nossa queridíssima Dilma e fiquei assustado com uma coisa q eu constatei. Calma, eu explico! Primeiro, a Dilma em questão, é a nossa Dilma Bustamante Braga. Nenhuma outra q você pode(ria) estar pensando NUNCA se enquadraria no quesito "queridíssima" aqui na minha agenda. Vamos lá! Como já é tradição, festa boa, comida boa, cerveja gelada, conversa boa, gente boa, amigos, várias gerações se misturando em um delicioso caldeirão de vidas e alegrias que, pra mim, resumem bem as festas no sítio da tia Maria Inês. Mas, alguma coisa me chamou mais atenção na festa desse ano. O Poder de atração que Pedralva exerce sobre os “estrangeiros”.
Além dos excelentes músicos da cidade, que não é novidade pra ninguém, já há alguns anos Pedralva vem recebendo uma enxurrada de músicos de todos os lados. Conhecidos novos, se tornam eternos amigos em alguns acordes devido a extrema semelhança no gosto músico-cultural, apesar da diversidade regional/cultural/sazonal das pessoas presentes. Por essas e outras que me orgulho de ser pedralvense. Nascido e criado. Muitos desses que se identificaram com a cidade, saem dos grandes centros, das grandes cidades, com gigantes "baladas" disponíveis pra todos os gostos e se deslocam centenas de quilômetros para, simplesmente, curtir uma festa em Pedralva. E podem perguntar pra eles... Eles nunca se arrependem. Adoram a cidade e lamentam não terem "descoberto" Pedralva antes...
Participei de uma conversa uma vez, quando três desses destemidos desbravadores estavam distantes, apenas olhando de longe. Percebi a conversa e me aproximei. Eles me disseram, apontando para a festa, à distância: “Se a gente não tivesse descoberto Pedralva, pra vocês, não faríamos falta nenhuma. Olha lá! A gente não faz falta pra Pedralva. Mas, se a gente não descobrisse Pedralva, estaria rodando o mundo, sem rumo, tentando preencher um buraco que é justamente aquilo ali.” E apontava pra turma reunida. Nascemos no lugar errado, mas o destino nos trouxe para o certo! Só isso!”
Isso é Pedralva...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Poesia de sons

Seguinte, é só de sons mesmo... não tente entender pq não é pra entender... é só pra escutar o emaranhado de sons que isso dá... eu gosto... Fazer o quê, né?!

Poesia de sons

Um largo pagão deveras vil,
fugazmente óxido
deteriora em seus prantos lúgubres
de madrugadas ébrias.

Enquanto a vitalidade eloqüente
tentam sucumbir efêmera de um tristão,
a vida seqüela entre trombas e proles...

E quando a luz se fez sombra,
O paradoxo da dignidade se fez tez
A imunidade virou moda
E o que sobrou se fez vão...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

ANIVERSÁRIO DO PAPAI!!!

Hoje é Aniversário do Papai...

Setenta e dois na identidade,
cheia de boa lembrança.
Pra ele, não importa a idade,
Pois tem alma de criança...

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sonhos...

Joguei meu nome no vento
Pra ver como é.
E, se é brisa ou vendaval,
Não me interessa.

O que valeu, e valeu muito,
foi sentir
uma pequena chance
de alçar vôo.
E,
No final,
Bem de leve,
Planar bastante!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Eu por eu mesmo:

Não sei. Acho que sou um grande sonhador que busca, nestes sonhos, um pouco de realidade. E, por pura teimosia, acabo conseguindo bastante coisa.
Tenho, pelas estradas da vida, a felicidade como companheira constante. Às vezes tem uma porteira pequena. Às vezes grande. Uma ponte, uma pinguela. Um curva, uma subida. Às vezes chove. Às vezes faz sol. Mas, no contexto, estou sempre de bem com a vida. É isso. Eu acho.

domingo, 4 de julho de 2010

Soneto ao mau doente (Ressaca)

Perdoe o mal que faço, inconsciente.
Ao proferir palavras e deslizes
Se existe a dor que causo inconseqüente
Cravam-se em mim profundas cicatrizes.

Quando estou submerso em mar de crises
De embriagues ou raiva intermitente
Devaneios e gestos infelizes
Sucumbem lucidez de minha mente.

Mas na manhã, por ontem esquecida,
O trauma se faz força arrependida
Pisar no chão imundo do passado.

A promessa de sempre repetida
Faz presente no fato enaltecida
E o dia se refaz amarrotado...

domingo, 27 de junho de 2010

Sonoros sons e afins

Gosto de ouvir a cadência sonora de uma frase bem dita.
Bendita frase...
Seu sentido é secundário, segundo plano.
Como se outrora fosse uma outra qualquer língua, perdida na raiz do mundo.
Enraizada na história.

Me deleito em ouvir um sonoro soneto em voz, pausada e ritmada.
A vibração transcende o tímpano e jaz, no peito, em fibrilação.

É fúnebre o possível trauma de não poder ouvir...
Ecoaria um profundo silêncio na alma.
E cairia em suicídio póstumo.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

INVERNO

O sol caiu junto com o cobertor.
Os graus se foram
deixando as peles
bem menos visíveis.
Chegou o tempo
da alergia à naftalina...
Tempo de frio
Tempo de cobertor
Cobertores
E dois pés gelados
na minha coxa...
Pés que não são meus,
Fisicamente falando...

terça-feira, 15 de junho de 2010

Copa do Mundo

Hoje o Brasil estreia na copa da Africa do sul. Resolvi, então, contar uma história que ficou em absoluto segredo durante 16 anos. Com certeza, esse fato mudou o rumo da copa de 94... Ou não, talvez eu esteja exagereando... será?!

Copa de 94 – A bandeira na torre

Na Copa do mundo de 94, alguma coisa me dizia que o Brasil iria ganhar. Eu ainda não havia visto um título, aliás, não tinha visto nem o Brasil passar das quartas. Em 78, eu não me lembro. 82, aquela “injustiça” do Paolo Rossi com a Itália nas quartas. Em 86, o pênalti do Zico e depois a disputa de Pênaltis com a França nas quartas. Sem contar que o Maradona jogou muito nessa copa. Em 90, Romário machucado, mal jogou. Mas o Maradona e o Kaniggia jogaram muito nas oitavas... Em 94, eu já estava na faculdade, tinha 19 anos, no auge da forma e estava pra terminar um tratamento que me impossibilitava de beber bebidas alcoólicas desde os 14 anos... 9 de julho de 1994. Brasil 3x2 Holanda, o melhor jogo da Copa. Meu pai fez um churrasco pra comemorar o termino do tratamento e minha entrada na cachaça... Mais ou menos isso mesmo. Bom, não me lembro exatamente à que altura da Copa, mas o Alexandre, amigo de longa data, tinha uma bandeira verde amarela e combinamos de colocá-la no alto da torre da, na época, Telemig, que ficava perto de nossas casas. Nada de vandalismo. Subir lá de madrugada, botar a bandeira em prol da Copa do mundo, e descer. Fizemos... Não sei se vocês sabem, mas o Brasil foi tetra graças à nossa bandeira... essa é a verdade.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

duas curtinhas...

+
Singular
Mais singular,
É igual a
Plural...

+
Quando se sepulta o silêncio,
O tempo transcende em som
Que pode ser, talvez,
Anuncio de guerra
Ou vitória da paz...