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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Colcha de retalhos


Colcha de retalhos
São restos, são cacos, são lixos.

São cacos, pedaços de nada.

São cacos, só cacos, são nada.

São cacos, pedaços, são cacos...


São cacos, unidos, são cacos.

São cacos, pedaços de um todo.

São cacos, são coisas, são cacos...

São cacos cobertos, são cores.

São cacos, completos, são mais...

Juntos, unidos, são cacos.

São cacos, são vivos, são tudo!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O Punho



O punho quer ser poeta.
Antes fosse o punho
Dono da própria dor.
Mas o punho não sabe escrever
É escravo de outras dores
Que ele próprio não sente...
Mas
O punho quer ser poeta...
E de querer ser, intercede
Ao cravar em pauta
A cicatriz da dor que não sente.
Mas transcende
Na mais pura
Poesia...

quarta-feira, 9 de maio de 2012

...o tempo...


O tempo é fato constante
Ninguém adianta ou atrasa.
E o tempo não importante
Some no tempo que passa...

sábado, 3 de março de 2012

saudade...



A dor latente não sangra,
Não faz da morada um flagelo.
Essa dor não se cura,
Não se trata,
Não se sara...
Essa dor é da alma,
E o seu nome é saudade...

quinta-feira, 1 de março de 2012

PIPOCA


É possível,
No silêncio vazio do peito
Algo ecoar,
Explodir,
E virar do avesso,
Como algo bem maior
que o próprio corpo...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Refogado

 Panela de pressão chia.
Agüenta firme, Mas chia.
E se tapar a válvula, ela explode...
Isso acontece. Pode acontecer.
E a explosão fere qualquer um
que passar por perto naquele momento.
Deixem-na chiar...
A válvula é seu equilíbrio.
Demonstra seu limite ultrapassado.
Além de sua natureza...
Deixem-na chiar.
Deixem-na chiar...

sábado, 1 de outubro de 2011

Soneto póstumo

Uma ideia bem mórbida, é verdade... mas eu gostei


Soneto póstumo


Perdoem, meus amigos, mas falhei
É triste a despedida inesperada!
Mas cuidem, por favor, do que deixei
Pois essa vida aqui foi sepultada...

A saga desse tempo está passada
Por fim, ninguém aqui é imortal
E a vida vai ficando desbotada
Até o algoz suspiro do final...

E eu fico na esquecida desventura
Registro aqui a última esperança
Pois resta uma saída para a glória:

Debaixo da poeira da pintura
Encapar meus guardados pra lembrança
Fincando nesse chão a minha história...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Senóide


No balanço da rede
Às vezes lá
Às vezes cá
Percebemos
Que os problemas
As coisas
Os fatos
As dores
E desamores
Vem e vão...
Às vezes lá...
Às vezes cá...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Des-in(s)Piração


Vamos seguir nessa mesma linha
Nessa penosa linha do absurdo
Do abstrato, do letargo...
Do emaranhado de idéias
Idéias desalinhadas
Que não se fundem
E se confundem...
E se tornam nós...
Nós atados, entrelaçados
Entrelaçando nada...

As idéias não estão mais soltas
Mas ficaram presas
Aprisionadas e separadas
Pela diversidade do raciocínio lógico
Que sobrepõe ao emotivo
Na maioria das minhas vezes...
Pois, como qualquer longa estrada,
Você sabe onde vai dar...
Você sabe onde quer chegar...
Mas não tem a mínima noção da hora...

domingo, 21 de agosto de 2011

Desinspiração II




Em branco...
Minha mente...
As folhas não
Pois teimo em borrá-las
De tanta borracha...
As folhas não...
Não estão em branco...
Mas estão vazias...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Desinspiração


basta, enfim,
um ponta pé.
apenas
uma ponta de lápis
e um pedaço de papel
para que,
o que era vazio
se tornar alguma coisa
viva...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Tramela

Nas tentativas
De se romper
As ripas da porteira do peito
Por um fundamental recomeço
Não se sente,
Não se nota,
Não se vê,
Que a tramela está erguida...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

PRA FRENTE

Se há estradas pra se chegar
Pra seja lá onde for
Chega-se onde se quer
Pelos mesmos caminhos
Que essas estradas seguem...
Basta seguir em frente!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Duas bem curtinhas. E bem antigas...

...
I
Quando rasgam o peito, os arados da lida
E nessa mesma terra germinou a vida,
Vou pisar forte a jornada
Pois na cicatriz da estrada,
Brotaram-se os rumos.

##############


II
Tentei compreender meus obstáculos.
Mas aprendi que isso é possível,
Somente depois de transpô-los...

quinta-feira, 7 de abril de 2011

poetagem...

Os poetas,
São como as árvores...
Fincam suas raízes
e não desgrudam do seu chão.
Mas suas folhas alçam vôos
e vão seguindo...
pra onde o vento quiser mandar...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

BARES

Nas ruas
de bar em bar,
solucionamos as guerras,
a fome e a peste negra!
Em casa, no sofá,
de canal em canal,

somos fãs do Sílvio Santos...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Esvazio

Busco assunto,
Assunto sobre alguma coisa
No espaço em branco do papel
Risco, rabisco, digito, deleto...
Busco luz, é apagão.
Quero um mapa, um GPS...
Preciso nortear as idéias...
mas se perdem...
Só tenho um lápis e um papel...
Não... Só tenho teclas e uma tela...
Teclas vazias... Tela em branco...
Encho a tela de alguma coisa...
Esvazio...
Encho de novo...
Esvazio...
Mais uma vez...
Esvazio...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Hein?!

Desabotoando o peito
E afrouxando a pele
Somos muito mais...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Poesia de sons

Seguinte, é só de sons mesmo... não tente entender pq não é pra entender... é só pra escutar o emaranhado de sons que isso dá... eu gosto... Fazer o quê, né?!

Poesia de sons

Um largo pagão deveras vil,
fugazmente óxido
deteriora em seus prantos lúgubres
de madrugadas ébrias.

Enquanto a vitalidade eloqüente
tentam sucumbir efêmera de um tristão,
a vida seqüela entre trombas e proles...

E quando a luz se fez sombra,
O paradoxo da dignidade se fez tez
A imunidade virou moda
E o que sobrou se fez vão...