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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Passado mais que presente

Não trago comigo
As lembranças do passado.
Elas vagam por aí
Como poeira ao vento...
Mas as sinto.
As sinto no peito
Quando as trago
No peito ou para o peito
Inconsciente,
Junto com o ar que respiro...
Com o ar que respiro
Para dentro do peito.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Ser e não ser...

Não sei se sou poeta,
Mas tento sê-lo.
E na petulância de tentar
Às vezes sou!
Pelo menos acredito ser...
Às vezes não sou nada.
Às vezes, quase nada...
Algum dia, quem sabe, serei.
Outros não...
E vamos indo...
Sendo e não sendo...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Trago no verbo

07-08-09 (Bela data!)

Eu trago a vida,
E sopro no vento.
Eu trago a alma,
E sopro na vida.

Eu trago os dias
Soltos na vida...
Eu trago os dias,
E solto no vento...

Eu trago o trago da vida
Sufocado dentro do tempo.
E solto, quando se faz em alma
Soprando, os dias, no vento...

domingo, 26 de julho de 2009

Hair Spray

Fui no Musical Hair Spray com direção do Falabella e com um elenco, entre outros, Edson Celulari, Arlete Salles, Jonatas Faro e o meu amigo Pedralvense Edgar Bustamante. Não vou falar do Espetáculo. Ele já até apareceu no Fantástico, Multishow, etc.. Vou falar do que aconteceu depois! Marcamos de sair pra tomar um chopinho. Aí o Edgar veio dizer que o “Edson” estava convidando ele pra ir em uma churrascaria. Beleza! Lá vai os “caipira” tudo pra uma churrascaria em pleno Leblon com a companhia do Edson Celulari. Hehehe. Acabamos ficando em outra mesa por motivos de espaço. Achei até melhor pois botamos a conversa em dia. O que eu queria ressaltar aqui foi a simplicidade dos dois. Do Edgar que preferiu sentar com seus amigos caipiras e do Edson que fez questão de nos “visitar” várias vezes durante toda a noite para ver se estávamos bem, brincando e questionando se Pedralva é realmente aquilo tudo que o Edgar fala! É óbvio que respondemos que sim. “é tudo aquilo e muito mais!!!” Fica aqui registrada minha admiração por essas duas personalidades: O Edgar que eu conheço há mais 30 anos, mora em SP há quase 20 e faz questão de dizer que é de Pedralva. E o Edson Celulari por sua simpatia e educação!
E deixo o recado: Você está no Rio de Janeiro?! Então não perca essa oportunidade de assistir ao Musical HAIR SPRAY!!!

Hair Spray no Oi Casa Grande.
Rua Afrânio de Melo Franco 290, Leblon.
Tel: 2511-0800.
Qui e sex, às 21h.
Sáb, às 18h e às 21h30m.
Dom, às 19h.

domingo, 5 de julho de 2009

VELHO

Não quero ficar velho e, de teimoso que sou, não ficarei! Desafiarei o tempo, desconfiarei dos dias... Alguns anos passam tão rápido que achei que o tempo estava trapaceando... Foi quando descobri que o tempo não é um covarde sem escrúpulos. Ele não está sucumbindo dias como bem quer. Sou eu mesmo o algoz que, displicentemente, estou pulando o tempo que julgo sem importância. Eis o segredo. Como fui tolo! Não percebi a importância de cada um dos segundos que vivo. Abandonava-os soltos no tempo. Sem registro.

Agora consigo driblar o tempo. Tornei-me seu aliado. Meus cabelos vão cair, ou ficar brancos, ou os dois. Meus joelhos vão doer cada vez mais. É inevitável. Um dia estarei velho com certeza. Mas nunca, nunca mesmo, serei um.

Conheço jovens de asilo e velhos em plena infância. O tempo vai pra todos. A diferença está em acompanhá-lo e nunca deixá-lo passar...

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Por coincidência - ou não - Hoje o blog está completando 1 aninho!!!

domingo, 14 de junho de 2009

Reviravolta em 7 movimentos... (Nov/2005 - Junho/2006)

Eu só quero pendurar meus quadros

Quando
Chegar minha hora
Nessa hora
vai-se embora
A tristeza...
E a certeza
Não demora
A saudade vai bater
em minha porta,
e vai doer,
mas se suporta...
Pois os quadros são só meus,
e
vão
ficar
Nas paredes que eu escolher...
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Visita ilustre?!

O destino apareceu em minha casa
Chacoalhou um bocado de poeira
Abriu gavetas esquecidas
Guardou projetos renovados
Fez uma faxina no porão
Lixou, lavou, pintou,
Entregou a chave e
“até breve!”
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Parece que meus quadros
Vão ter paredes
Finalmente.
Mas,
Confesso que estou sofrendo
Mas é diferente...
Talvez uma prévia de saudade
Do que estou deixando pra trás...
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É.
Voltei pra prancheta.
Mas minha mesa está uma bagunça.
Preciso mexer nas gavetas e prateleiras.
Organizar as canetas, rabiscar alguns rascunhos.
E voltar para o original.
O mais rápido possível...
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Ontem foi meu aniversário...
E ganhei uma desordem de presente...
Sei lá. Foi minha primeira impressão
Não existe relatório diário do destino,
mas deveria...
Fico, por enquanto, alimentando esperanças...
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Continuando...

Valeu, mas valeu muito a pena deixar a geladeira cheia...
A esperança não morreu de fome e voltou com uma saúde...
Não houve relatório – continuo achando o ideal
Mas, realmente, valeu muito a pena...
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É incrível o que o futuro nos reserva,
Quando você acha que a vida despencou
Na verdade a ladeira é o maior dos empurrões
Pra te fazer subir ainda mais alto,
E, pra de lá, finalmente, alçar seu melhor vôo...

domingo, 7 de junho de 2009

DESATINO...

Vou sem mente

Vou semente

Vôo sem mente

Voa semente

Você mente

Vou ser mente...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A Lâmpada (CAP - III)

(continuando...)
– Ok, manda aí! Depois você descobre Quem se ferrou por sua culpa!!! É sempre assim... – e, interrompendo Geninho, Alan grita:
– Eu desejo ter poderes mágicos!
– Como assim? Poderes mágicos?
– É isso mesmo... Pelo que eu estou vendo, você curte muito mais a vida nossa do que a sua, e o efeito colateral do meu desejo fará você perder os poderes pois você é o único que eu conheço. Dessa maneira, o computador só tem uma opção.
– Exatamente. Você me libertou dessa vida e eu vou realizar meu maior sonho de ser um ser humano normal...
E assim, cumpriu-se.
Alan agora tinha poderes mágicos e os usou pela primeira vez pra dar a Geninho nome, sobrenome, família, CPF e uma boa profissão.
Hoje Genivaldo tem um bom emprego e um grande amigo. Já Alan, sem ninguém perceber, deu um jeitinho na vida de todos que precisavam de ajuda à sua volta, e ainda continua ajudando quem precisa...
Pra ele mesmo só arrumou um bilhete premiado bem gordo...

F I M

quinta-feira, 30 de abril de 2009

A Lâmpada (CAP - II)

(continuando...)

Alan levou algumas horas pra entender e aceitar o que havia visto. Como era azarado! Quando consegue a sorte grande é com um gênio engomadinho como aquele? Sua conduta moral e ética era superior a qualquer vontade de se dar bem na vida. Não queria fazer mal a nenhum amigo ou parente... Tinha menos de 24 horas pra decidir...
Passou toda à noite pensando... Pensou em tudo. Animou-se quando pensou em um excelente emprego com grande salário... Não. Alguém perderia o emprego. Pensou também em pedir ações de uma grande multinacional, pois não tinha nenhum amigo que possuía ações. Mas deve valer como dinheiro. Entra no primeiro exemplo.
Passou a noite em claro. Não conseguiu nem fechar os olhos. É claro! Você conseguiria? Eu como autor também estou sem dormir tentando bolar um final pra isso e não consigo! Bom, seguimos com a história...
O tempo foi passando até que já era meio-dia... Nada do gênio. Alan chegou a ter um certo alívio ao pensar que o gênio não apareceria. Mas, meia hora mais tarde, aparece o gênio:
– Desculpe o atraso! O trânsito está um horror... O metrô está em greve, os ônibus também, tive que vir de táxi e ainda gastei uma fortuna pra pegar um caminho alternativo!
– Como assim? – pergunta Alan, meio sem entender...
– Ok, ok! Me atrasei, pô! Dá uma folga! Fiquei mil anos engarrafado! Fui pegar uma baladinha ontem... Nossa! Como as coisas mudaram!... Bom, vamos lá! Seu pedido...
Alan já se acostumando melhor com a história, tenta enrolar Geninho:
– Bom, sabe como é, né? Isso é muito difícil! Não existe pedido que eu possa fazer, sem prejudicar alguém, e ainda não decidi.
– É sempre assim! No começo esse papo moralista, mas depois de um tempo, todos ferram todos... Foi assim com muita gente que ficou famosa e tudo mais... Fico aqui até as 18:00, pois tenho um happy-hour pra ir. Você ainda tem algumas horas...
Alan se pôs a pensar desta vez com o auxílio do Gênio. Pediu uma idéia do gênio, mas Geninho disse que isso era contra o regulamento. Foi aí então que Alan teve um idéia:
– Geninho! Acho que sei qual é meu pedido!

...Não percam o Próximo e decisivo capítulo!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A Lâmpada (CAP - I)

Essa é uma daquelas histórias que acontecem todo dia... Vamos chamá-lo de Alan...
Alan estava tranqüilamente a caminho de casa, quando de repente viu que algo reluzia na lixeira do beco da rua 12 (o número da rua é irrelevante. Comentei só pra prolongar a história). Não podendo se conter, Alan se aproximou e viu uma lâmpada com aparência bem velha, mas intacta. Por um instante, pensou em esfregá-la, pois surgiria um gênio oferecendo três desejos... Começou a rir sozinho, pôs a lâmpada na bolsa e levou pra casa – quem sabe consigo uma boa grana com algum colecionador de antiguidades – pensou a caminho de casa...
Chegando em casa, pegou sua flanelinha e começou a lustrá-la. Foi quando algo estranho aconteceu. A lâmpada começou a sacudir violentamente e começou a sair de dentro dela uma coisa parecida com um pano. Nada de fumaça. Um pano que começou a inflar e rapidamente tomar forma de um homem. Isso mesmo, um homem. Não um gênio, um homem. Um homem de terno preto, barba feita, cabelos bem penteados e brilhantes. Aparentava seus 40 anos. Alan, meio sem entender, achando que era um sonho, começou a se estapear pra acordar. O homem se virou pra ele, ajeitou a gravata e se apresentou:
– Olá! Sou Genivaldo – Olhou no espelho ao lado, lambeu o dedo, ajeitou a sobrancelha e continuou – mas pode me chamar de Geninho. Eu sou isso mesmo que você não está conseguindo acreditar. Sou um gênio. Você me libertou, ta-tá-tá, ta-tá-tá... É igualzinho esses filmes mesmo... Só que é apenas um desejo... Sabe como é, né?! Inflação...
Voltou-se para o espelho, limpou o canino com a ponta da língua, ajeitou a manga da camisa se virou para o Alan e disse:
– E aí? Não tenho todo tempo do mundo... Afinal, faz mil anos que estava preso...
– V... V... Vo... Vo... Você é um gênio mesmo? Um gênio da lâmpada?
– Claro! Quem pensou que fosse? A Feiticeira??
– M... M... Mas assim?
– Meu caro, eu apareci como um homem do seu tempo, e você quase tem um enfarto. Imagina se eu apareço com turbante e vestido como odalisca? No mínimo você morre, eu vou preso e viro a festa da cadeia toda...
– Ok, ok, já estou um... Um pouco melhor...
– Ótimo, vamos lá, faça seu desejo, pois preciso ir embora rever meus amigos...
– Isso é sério? Igual nos filmes? Sério mesmo?
– Claro! A diferença é que o desejo seu, gera outro desejo de proporções inversas com alguém que você goste...
– Como assim “proporções inversas”?
– Por exemplo, se você me pedir mil reais, alguém que você goste ira perder ou se endividar pelo mesmo valor. Ou seja, qualquer coisa de valor, acarreta numa divida do mesmo valor.
– Mas quem seria?
– É impossível prever, o computador tem todos seus registros, mas é um sorteio aleatório...
– Computador?
– entendeu, não entendeu?!. Bom, imaginei que isso aconteceria, e você não saberia como lidar com isso. Mas este é meu trabalho, espero que compreenda. Estarei aqui amanhã ao meio dia em ponto para escutar seu desejo, boa sorte!!!
E, num passe de mágica, Geninho sumiu levando com ele a lâmpada e deixando Alan sem acreditar no que aconteceu...

Não percam o próximo capítulo...