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quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Across the Universe. O filme
Pronto. Eu sou Beatlemaníaco e isso não é novidade nenhuma. Assisti o filme/musical “Across the Universe”. (direção de Julie Taymor) Fiquei maravilhado. Só com músicas dos Beatles. São 30 no total. Outro fato incrível é que muitos dos diálogos do filme são as letras dos Beatles também... é preciso ver várias vezes par assimilar tudo. Não tenho idade pra ter vivido os 60’s, mas não sou bobo. Dá pra sacar a Janis Joplin, Jimi Handrix, o show no telhado, entre várias outros lances “subliminares” da guerra, repressão militar, que você pega e alguns que talvez tenha passado despercebido... É preciso ver várias vezes mesmo! Sem contar as participações especiais. E, vendo tudo que se passa no mundo de hoje, pobreza, fome, desigualdade, guerras, terrorismo, ganância, corrupção, impunidade e etc, etc, eu tenho mais do que certeza de que John Lennon, entre seus devaneios, estava coberto de razão: “All you need is Love”
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008
VAGAS LEMBRANÇAS DE UMA PÉSSIMA MEMÓRIA
Mongaguá e a história do tanque...
Eu tinha 4 anos quando fomos em Mongaguá. O tio Zé Taquara tinha uma casa colada na praia. Fomos pra lá nas férias de 79. Ou 80? Não tenho certeza. Afinal tinha 4 anos. Bom, a praia estava ótima até que, brincando de tirar retrato com um mini-binóculo do Dudu, meu primo, resolvi fazer várias poses no tanque de concreto que havia na área de fora da casa. Todos ficavam ao meu redor pois eu era o caçulinha do passeio e, muito exibido, chamava bastante a atenção. Foi quando tive a maravilhosa idéia de me pendurar no tanque. Pensei comigo: “essa vai ser um sucesso”. E realmente foi. O tanque não estava devidamente chumbado e virou sobre mim, resvalando em minha cabeça e cobrindo todo meu pequeno corpo de criança. Me lembro até aqui. Tenho na memória o momento em que soltei do tanque e caí no chão. Depois disso, são flashes na ambulância e no hospital. Meu pai conta que tirou o tanque e jogou-o longe, eu estava lá, imóvel e todo lameado de sangue. Minha mãe me pegou no colo e saiu correndo em busca de socorro. Aí que entra a tal da providência divina. Mongaguá é uma cidade minúscula do litoral paulista e, na época, não tinha nem sequer um posto de atendimento médico. Mas, ao sair da casa em direção à rua comigo nos braços, uma ambulância que fazia um atendimento por perto estava de passagem por ali. Ela saltou na frente, entrou sem explicar muita coisa e fomos em direção ao hospital de Santos, cidade mais próxima. Meu pai foi proibido de seguir a ambulância. Perdido na entrada da cidade, resolveu pedir informação a um motoqueiro na beira da rodovia que o conduziu até o hospital. Ele conta que, a caminho do hospital, sem saber da gravidade da situação, ia rezando o Pai Nosso mas não conseguia completar a frase “Seja feita a Vossa vontade...”. Forte isso, não?! Minha memória me trás o momento que entrei na maca e perguntei pra mamãe porque o “carrinho” não tinha direção... Será?! Lembro também de alguns relances da primeira noite no pronto socorro e o dia seguinte. Fiquei na enfermaria junto com outras crianças acidentadas. Apesar do susto, meu caso era o menos grave. Minha mãe estava pro lado de fora do hospital aguardando horário de visita. Eu ficava sentado no corredor do hospital olhando para janela alta onde ela apontava e ficava me olhando. Uma enfermeira que, provavelmente não tinha filhos, quando me viu ali, fechou a cortina e passou fita crepe para que eu, sabe se lá porque, não ficasse olhando minha mãe. Eu arrancava a cortina chorando e chamava pela mamãe. Só me acalmava quando ela aparecia novamente. Ficava lá até a dona má do hospital surgir e fechar mais uma vez a cortina... Fiquei dois dias no hospital e levei 13 pontos na cabeça. Era o prêmio da loteria esportiva da época! 13 pontos! Voltamos pra casa da praia. Meu pai não conseguiu mexer no tanque que estava lá no chão de tão pesado que era. Pois é. Voltamos Pra Mongaguá no ano seguinte e o meu tio me cobrou o concerto do tanque. Acho que ainda estou devendo. Hoje, já vi várias reportagens de acidentes idênticos onde as crianças não tiveram a mesma sorte que a minha. Providência é providência.
Eu tinha 4 anos quando fomos em Mongaguá. O tio Zé Taquara tinha uma casa colada na praia. Fomos pra lá nas férias de 79. Ou 80? Não tenho certeza. Afinal tinha 4 anos. Bom, a praia estava ótima até que, brincando de tirar retrato com um mini-binóculo do Dudu, meu primo, resolvi fazer várias poses no tanque de concreto que havia na área de fora da casa. Todos ficavam ao meu redor pois eu era o caçulinha do passeio e, muito exibido, chamava bastante a atenção. Foi quando tive a maravilhosa idéia de me pendurar no tanque. Pensei comigo: “essa vai ser um sucesso”. E realmente foi. O tanque não estava devidamente chumbado e virou sobre mim, resvalando em minha cabeça e cobrindo todo meu pequeno corpo de criança. Me lembro até aqui. Tenho na memória o momento em que soltei do tanque e caí no chão. Depois disso, são flashes na ambulância e no hospital. Meu pai conta que tirou o tanque e jogou-o longe, eu estava lá, imóvel e todo lameado de sangue. Minha mãe me pegou no colo e saiu correndo em busca de socorro. Aí que entra a tal da providência divina. Mongaguá é uma cidade minúscula do litoral paulista e, na época, não tinha nem sequer um posto de atendimento médico. Mas, ao sair da casa em direção à rua comigo nos braços, uma ambulância que fazia um atendimento por perto estava de passagem por ali. Ela saltou na frente, entrou sem explicar muita coisa e fomos em direção ao hospital de Santos, cidade mais próxima. Meu pai foi proibido de seguir a ambulância. Perdido na entrada da cidade, resolveu pedir informação a um motoqueiro na beira da rodovia que o conduziu até o hospital. Ele conta que, a caminho do hospital, sem saber da gravidade da situação, ia rezando o Pai Nosso mas não conseguia completar a frase “Seja feita a Vossa vontade...”. Forte isso, não?! Minha memória me trás o momento que entrei na maca e perguntei pra mamãe porque o “carrinho” não tinha direção... Será?! Lembro também de alguns relances da primeira noite no pronto socorro e o dia seguinte. Fiquei na enfermaria junto com outras crianças acidentadas. Apesar do susto, meu caso era o menos grave. Minha mãe estava pro lado de fora do hospital aguardando horário de visita. Eu ficava sentado no corredor do hospital olhando para janela alta onde ela apontava e ficava me olhando. Uma enfermeira que, provavelmente não tinha filhos, quando me viu ali, fechou a cortina e passou fita crepe para que eu, sabe se lá porque, não ficasse olhando minha mãe. Eu arrancava a cortina chorando e chamava pela mamãe. Só me acalmava quando ela aparecia novamente. Ficava lá até a dona má do hospital surgir e fechar mais uma vez a cortina... Fiquei dois dias no hospital e levei 13 pontos na cabeça. Era o prêmio da loteria esportiva da época! 13 pontos! Voltamos pra casa da praia. Meu pai não conseguiu mexer no tanque que estava lá no chão de tão pesado que era. Pois é. Voltamos Pra Mongaguá no ano seguinte e o meu tio me cobrou o concerto do tanque. Acho que ainda estou devendo. Hoje, já vi várias reportagens de acidentes idênticos onde as crianças não tiveram a mesma sorte que a minha. Providência é providência.
domingo, 9 de novembro de 2008
Meus vovôs
fiz um catado na gaveta que me fez lembrar de boas histórias...
Por ordem de despedida...
Vô Cláudio
De um rabisco, um elefante,
Seu terreiro, minha floresta
De uma flor, fazia um nome
Com três traços, um palhaço
Tinha bugue, tinha moto
Tinha jipe e bicicleta...
Tinha trator e caminhão
Cavalo, porco e galinha...
Tinha um silo cheio de milho
Melhor que a melhor piscina!
Tudo isso no mesmo quintal
Tudo isso no mesmo vovô
Tudo isso pros netos brincar...
Só pros netos brincar...
*-*-*-*-*-*-*-*
Vó Chiquinha
Não é tristeza,
Não é dor.
É saudade...
Saudade que fica.
Lembranças que se perdem.
Histórias lembradas por diferentes caminhos...
Pela alegria deixada, choramos...
Pelos momentos felizes, choramos...
Pelos “causos” contados, sorrimos...
Pelos choros e valsas brotados, aplaudimos...
Pelo amor semeado ao vento nos orgulhamos e admiramos...
E pelo resto de nossas vidas, lembraremos!...
*-*-*-*-*-*-*
Vó Nair
A lua escancarou seus olhos,
iluminou uma história imensa
e o céu se rompeu em festa.
Assim a vó Nair se foi.
Deixou-nos
com lágrimas e lembranças.
Boas lembranças...
Rouba-montinho,
caça-palavras,
Monteiro Lobato,
Doces-de-leite...
Natal, Páscoa e aniversário...
E um terreiro.
Um terreiro com grandes histórias.
O que mais um neto quer?
Bença, vó.
Vai com Deus...
...E manda o vovô tomar um banho...
*-*-*-*-*
Vô Zé Rosa
Um século de histórias...
Pelo seu coração passaram gerações inteiras
E o vento continuou soprando ele pra frente
Com uma saúde de moleque que brinca na enxurrada.
Distribuiu amores e verdades, fé e alegria...
E hoje, com a certeza de dever cumprido
está colhendo os frutos, feliz,
Ao lado de tantos outros que ele viu passar...
Por ordem de despedida...
Vô Cláudio
De um rabisco, um elefante,
Seu terreiro, minha floresta
De uma flor, fazia um nome
Com três traços, um palhaço
Tinha bugue, tinha moto
Tinha jipe e bicicleta...
Tinha trator e caminhão
Cavalo, porco e galinha...
Tinha um silo cheio de milho
Melhor que a melhor piscina!
Tudo isso no mesmo quintal
Tudo isso no mesmo vovô
Tudo isso pros netos brincar...
Só pros netos brincar...
*-*-*-*-*-*-*-*
Vó Chiquinha
Não é tristeza,
Não é dor.
É saudade...
Saudade que fica.
Lembranças que se perdem.
Histórias lembradas por diferentes caminhos...
Pela alegria deixada, choramos...
Pelos momentos felizes, choramos...
Pelos “causos” contados, sorrimos...
Pelos choros e valsas brotados, aplaudimos...
Pelo amor semeado ao vento nos orgulhamos e admiramos...
E pelo resto de nossas vidas, lembraremos!...
*-*-*-*-*-*-*
Vó Nair
A lua escancarou seus olhos,
iluminou uma história imensa
e o céu se rompeu em festa.
Assim a vó Nair se foi.
Deixou-nos
com lágrimas e lembranças.
Boas lembranças...
Rouba-montinho,
caça-palavras,
Monteiro Lobato,
Doces-de-leite...
Natal, Páscoa e aniversário...
E um terreiro.
Um terreiro com grandes histórias.
O que mais um neto quer?
Bença, vó.
Vai com Deus...
...E manda o vovô tomar um banho...
*-*-*-*-*
Vô Zé Rosa
Um século de histórias...
Pelo seu coração passaram gerações inteiras
E o vento continuou soprando ele pra frente
Com uma saúde de moleque que brinca na enxurrada.
Distribuiu amores e verdades, fé e alegria...
E hoje, com a certeza de dever cumprido
está colhendo os frutos, feliz,
Ao lado de tantos outros que ele viu passar...
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
SEM...
De volta as poesias...
Eu acho que essa minha pura falta de idéias não deixa de ser minha preferida inspiração... ou não!
SEM...
Estive em crise...
crise de idéias
um punhado de vazio...
Crise de nada com nada...
Sem registro.
Só isso.
Rabisquei e apaguei
Li e desisti...
E o que sobrou
foi isso aqui!
Eu acho que essa minha pura falta de idéias não deixa de ser minha preferida inspiração... ou não!
SEM...
Estive em crise...
crise de idéias
um punhado de vazio...
Crise de nada com nada...
Sem registro.
Só isso.
Rabisquei e apaguei
Li e desisti...
E o que sobrou
foi isso aqui!
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Que meus amigos fiquem sempre por perto!!! [Continuação... Corrigindo]
Pensem o que quiser, mas vim aqui mudar de opinião. Coincidência ou não, no mesmo dia que escrevi o texto anterior, tive notícias de um amigo que arrumei no trabalho e não o vejo já há alguns anos. Bateu uma saudade boa de bater um bom papo com ele. Tasquei a mão no telefone e torci pra que ele não tivesse mudado seu número. Fui atendido assim: “Como é bom não apagar a agenda antiga do celular!”. Conversamos por uma meia hora. Nem quero ver a conta! Tudo bem, faz pouco tempo. Minha tenra idade me impede de ter décadas de saudade, pois eu tenho décadas de vida. Mas, apesar dos poucos anos de convivência, ele é uma espécie rara que se tornou um grande amigo meu e, devido as diferenças de cidade, emprego e outros amigos, com certeza o verei com muito pouca freqüência. Terminamos a conversa com o popular “vê se aparece!” “Vamos Marcar um churrasco!” Mas nós sabemos que foi mera formalidade. Pois é... Vivendo e aprendendo. Não é assim que se diz? Minha memória lembrou de alguém. Quem sabe tenha outros... Não hesitarei! Ligarei novamente!
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Que meus amigos fiquem sempre por perto!!!
Sempre dou uma passadinha no blog da Thais, a Caipira Urbana, pra dar uma espiada nas novidades (http://caipiraurbana.blogspot.com/). Excelentes momentos de boa leitura pra todos os gostos. Acabei de ler lá o texto “O ESPELHO E O TEMPO” do dia 30 de Outubro de 2008.
Nele, ela citou a alegria e a emoção de reencontrar amigos depois de longos anos de distância. Pra falar verdade, foram décadas... Confesso que fiquei preocupado. Após uma análise na minha agenda, descobri que eu não tenho nenhum caso parecido. Não sei, tenho os amigos do colégio, da faculdade, dos bailinhos que não os vejo há “quase” décadas, os familiares espalhado por esse Brasil e espero que, daqui mais algumas décadas, aconteça algo assim com alguém que minha memória perdeu.
Mas meus amigos, AMIGOS MESMO, desde meus 13 ou 14 anos são os mesmos até hoje e os encontro com muita freqüência. Aliás, eu casei com uma da lista! Hoje não temos a mesma freqüência diária da adolescência, nem a semanal dos estudantes. Mas, vejo alguns quase toda semana, outros quase todo mês. Marcamos festas e nos reunimos para falar besteira, lembrar das histórias antigas e criar histórias novas... É difícil juntar todos de uma só vez, mas estamos sempre por perto. Minha turma teve muita sorte de, após a independência do emprego e a dependência do casamento e dos filhos, ficar todos por aí mesmo. Alguns em Pedralva e o resto em volta de Pedralva... Sempre bem pertinho.
Concluindo (concluindo o quê?!?) Ter amigos de verdade é um grande privilégio. Mantê-los ao longo da vida é uma dádiva. Reencontrar aqueles perdidos no passado e ter um sentimento que o tempo não passou é uma bênção e, pra avacalhar com tudo: “Amigo não é aquele que te tira de uma briga e sim, aquele que entra na briga dando uma voadora”.
Nele, ela citou a alegria e a emoção de reencontrar amigos depois de longos anos de distância. Pra falar verdade, foram décadas... Confesso que fiquei preocupado. Após uma análise na minha agenda, descobri que eu não tenho nenhum caso parecido. Não sei, tenho os amigos do colégio, da faculdade, dos bailinhos que não os vejo há “quase” décadas, os familiares espalhado por esse Brasil e espero que, daqui mais algumas décadas, aconteça algo assim com alguém que minha memória perdeu.
Mas meus amigos, AMIGOS MESMO, desde meus 13 ou 14 anos são os mesmos até hoje e os encontro com muita freqüência. Aliás, eu casei com uma da lista! Hoje não temos a mesma freqüência diária da adolescência, nem a semanal dos estudantes. Mas, vejo alguns quase toda semana, outros quase todo mês. Marcamos festas e nos reunimos para falar besteira, lembrar das histórias antigas e criar histórias novas... É difícil juntar todos de uma só vez, mas estamos sempre por perto. Minha turma teve muita sorte de, após a independência do emprego e a dependência do casamento e dos filhos, ficar todos por aí mesmo. Alguns em Pedralva e o resto em volta de Pedralva... Sempre bem pertinho.
Concluindo (concluindo o quê?!?) Ter amigos de verdade é um grande privilégio. Mantê-los ao longo da vida é uma dádiva. Reencontrar aqueles perdidos no passado e ter um sentimento que o tempo não passou é uma bênção e, pra avacalhar com tudo: “Amigo não é aquele que te tira de uma briga e sim, aquele que entra na briga dando uma voadora”.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Pedralva
Um solo privilegiado. Tanto o relevo quanto seu povo. Sua música. Seus sons. A cultura...
Cercada por montanhas, temos a cidade de Pedralva. Pequena, simplesmente simples. Simples na sua grandeza. Seus lares sempre estão de portas abertas. Ou, melhor ainda, escancaradas para receber os amigos e os amigos dos amigos... E, como qualquer casa mineira, mesa farta. Farta e boa!
Seu povo ainda passeia de mãos dadas pelas ruas somente pra ver a lua... Às vezes as estrelas. Seu povo ainda senta em uma mesa e joga conversa fora ao som de um violão. Seu povo ainda olha no olho e sabe o que quer. Seu povo tem a magia que ninguém pode explicar. Ninguém entende. Simplesmente mágica. Quem vem, quer ficar. Se vai, quer voltar. Quem é, sempre será. Isso é Pedralva.
Cercada por montanhas, temos a cidade de Pedralva. Pequena, simplesmente simples. Simples na sua grandeza. Seus lares sempre estão de portas abertas. Ou, melhor ainda, escancaradas para receber os amigos e os amigos dos amigos... E, como qualquer casa mineira, mesa farta. Farta e boa!
Seu povo ainda passeia de mãos dadas pelas ruas somente pra ver a lua... Às vezes as estrelas. Seu povo ainda senta em uma mesa e joga conversa fora ao som de um violão. Seu povo ainda olha no olho e sabe o que quer. Seu povo tem a magia que ninguém pode explicar. Ninguém entende. Simplesmente mágica. Quem vem, quer ficar. Se vai, quer voltar. Quem é, sempre será. Isso é Pedralva.
Minhas idéias, às vezes, rodeiam a mais pura falta de inspiração...
POR NADA
Sei lá...
Deu vontade de vomitar alguma coisa,
Mas não tenho enjôo,
Nem tô a fim de pôr o dedo na garganta...
Então dou, de leve, umas cusparadas por aqui...
Comecei a salivar, mas não creio que vá conseguir...
Não comi nada estragado nos últimos dias.
Às vezes chego babando, mas não sai nada.
Às vezes, tenho ânsias de derrubar lágrimas,
Mas não sai nada...
De repente, na cama, ou vendo tevê,
Não consigo segurar...
POR NADA
Sei lá...
Deu vontade de vomitar alguma coisa,
Mas não tenho enjôo,
Nem tô a fim de pôr o dedo na garganta...
Então dou, de leve, umas cusparadas por aqui...
Comecei a salivar, mas não creio que vá conseguir...
Não comi nada estragado nos últimos dias.
Às vezes chego babando, mas não sai nada.
Às vezes, tenho ânsias de derrubar lágrimas,
Mas não sai nada...
De repente, na cama, ou vendo tevê,
Não consigo segurar...
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
voltando aos versos...
Duas poesias... uma livre e um soneto... o assunto é o mesmo! sei lá... é isso aí!
o sangue que pulsa
nas veias da dor
não é meu.
nem é meu
o sofrimento do jornal.
tenho comigo
coisas mais simples.
comigo fica a felicidade.
e sofro
com as dores dos outros...
Diferenças
Se algum dia chegar à minha casa
Um pobrezinho filho de ninguém
Neste momento de meu peito em brasa
Sinto-me responsável por alguém.
Implora por migalhas, nada além!
E tento, incentivando, lhe dar asas.
Nada disso parece que convém,
E sai para pedir em outras casas...
Tento entender a vida para mim...
Por que, meu Pai, mereço tanta sorte?
Por que tem gente neste mundo assim?
Será que foi o próprio Deus quem quis?
Alguns recebem vida e outros a morte.
E sofro por saber que sou feliz.
o sangue que pulsa
nas veias da dor
não é meu.
nem é meu
o sofrimento do jornal.
tenho comigo
coisas mais simples.
comigo fica a felicidade.
e sofro
com as dores dos outros...
Diferenças
Se algum dia chegar à minha casa
Um pobrezinho filho de ninguém
Neste momento de meu peito em brasa
Sinto-me responsável por alguém.
Implora por migalhas, nada além!
E tento, incentivando, lhe dar asas.
Nada disso parece que convém,
E sai para pedir em outras casas...
Tento entender a vida para mim...
Por que, meu Pai, mereço tanta sorte?
Por que tem gente neste mundo assim?
Será que foi o próprio Deus quem quis?
Alguns recebem vida e outros a morte.
E sofro por saber que sou feliz.
domingo, 7 de setembro de 2008
Cientistas de um modo geral... só a minha ignorante opinião
Você acredita em previsão do tempo? Eu até que olho, mas não confio. Principalmente se olhar varias fontes. Sempre tem uma falando chuva outra falando sol. Então com que cara de pau eles vão prever a fauna e a flora daqui a quatro milhões de anos? Prever habitat, predadores, costumes e, pasmem, a capacidade dos sentidos? Um programa na TV achou que é possível e com a maior cara de pau, lançou essa previsão. Isso mesmo:
O tartuarolídio terá um bico longo e achatado capaz de detectar através de sua língua que assumiu a responsabilidade do olfato devido as fortes temperaturas, a presença a quilômetros de distância das formigaléias, uma parente distante das populares saúvas, sua principal presa, que habitarão as árvores triotrepácias, únicas que sobraram da extinta Floresta Amazônica que será um enorme deserto de sal e areia...
Quem me garante que não terá raça humana? Quem me garante que outra forma de vida não vai desenvolver a inteligência assim como nós? É fácil chutar assim... Ninguém vai estar lá mesmo pra confirmar. É mais fácil acreditar numa vida cibernética ou virtual igual ao filme “MATRIX” do que nestes chutes.
Tudo bem, não é chute. É claro que estas previsões são baseadas em muitos cálculos e pesquisas. Mas se eles não acertam com precisão a chuva ou o sol de amanhã, é muita pretensão querer ir tão longe assim. Assim como os filmes de ficção, a única coisa que me impressiona é a qualidade da computação gráfica.
Vi também, em outro programa, que foram encontrados três pequenos ossos – O maior não tinha dez centímetros – pertencentes à uma nova espécie de dinossauro, ou sei lá o quê. Até aqui tudo bem, mas aí vem o rapaz, me faz uma animação em 3D e mostra, a partir dos 3 ossinhos, o dinossauro inteiro. Como ele era, onde caçava, o que ele caçava e seu grunhido – qual é o nome do barulho dos dinossauros? Eles fazem barulho mesmo? – e a coloração da pele do bicho. Pele, casca, escama sei lá...
Não é possível!!! Os ossinhos vieram com código de barra? Tinha alguma etiqueta com ficha técnica? Não me venha com esse papo de DNA porque é muito Spielberg pro meu gosto... DNA não é foto. Nem vídeo. Nem tem a dieta diária. Ainda... Mas continuo impressionado com a computação gráfica.
O tartuarolídio terá um bico longo e achatado capaz de detectar através de sua língua que assumiu a responsabilidade do olfato devido as fortes temperaturas, a presença a quilômetros de distância das formigaléias, uma parente distante das populares saúvas, sua principal presa, que habitarão as árvores triotrepácias, únicas que sobraram da extinta Floresta Amazônica que será um enorme deserto de sal e areia...
Quem me garante que não terá raça humana? Quem me garante que outra forma de vida não vai desenvolver a inteligência assim como nós? É fácil chutar assim... Ninguém vai estar lá mesmo pra confirmar. É mais fácil acreditar numa vida cibernética ou virtual igual ao filme “MATRIX” do que nestes chutes.
Tudo bem, não é chute. É claro que estas previsões são baseadas em muitos cálculos e pesquisas. Mas se eles não acertam com precisão a chuva ou o sol de amanhã, é muita pretensão querer ir tão longe assim. Assim como os filmes de ficção, a única coisa que me impressiona é a qualidade da computação gráfica.
Vi também, em outro programa, que foram encontrados três pequenos ossos – O maior não tinha dez centímetros – pertencentes à uma nova espécie de dinossauro, ou sei lá o quê. Até aqui tudo bem, mas aí vem o rapaz, me faz uma animação em 3D e mostra, a partir dos 3 ossinhos, o dinossauro inteiro. Como ele era, onde caçava, o que ele caçava e seu grunhido – qual é o nome do barulho dos dinossauros? Eles fazem barulho mesmo? – e a coloração da pele do bicho. Pele, casca, escama sei lá...
Não é possível!!! Os ossinhos vieram com código de barra? Tinha alguma etiqueta com ficha técnica? Não me venha com esse papo de DNA porque é muito Spielberg pro meu gosto... DNA não é foto. Nem vídeo. Nem tem a dieta diária. Ainda... Mas continuo impressionado com a computação gráfica.
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