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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

JUCA TROMBONE - Out/2011

Eleições Municipais
Ano que vem tem eleição. Alguns candidatos estão em plena campanha. Camuflada, é verdade, mas estão... Vamos abrir o olho. Não se pode usar de cargos e regalias políticas e manipular o sistema para garantir votos alheios... Isso é errado, imoral, anti-ético. Pessoas assim já demonstram exatamente como pretendem governar. Na “lei do toma-lá-dá-cá”. No favoritismo político. Pensem bem quando forem votar...

Usar do seu próprio cargo
Em véspera de uma eleição 
Sinto um forte gosto amargo
Que estão comprando o povão!!!

Aproveito o gancho pra deixar essa música. Pra pensar...

Até Quando?
(Gabriel Pensador)
Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada? (...) Você tenta ser feliz, não vê que é deprimente. Seu filho sem escola, seu velho tá sem dente. Você tenta ser contente, não vê que é revoltante. Você tá sem emprego e sua filha tá gestante. (...) A programação existe pra manter você na frente. Na frente da TV, que é pra te entreter. Que pra você não ver que programado é você. Acordo num tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar. O cara me pede diploma, num tenho diploma, não pude estudar. E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado que eu saiba falar. Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá. Consigo emprego, começo o emprego, me mato de tanto ralar. Acordo bem cedo, não tenho sossego nem tempo pra raciocinar. Não peço arrego mas na hora que chego só fico no mesmo lugar. Brinquedo que o filho me pede num tenho dinheiro pra dar! (...) Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente. E quando a mente muda a gente anda pra frente. E quando a gente manda ninguém manda na gente. Na mudança de atitude não há mal que não se mude... (...) Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ficar sem fazer nada? Até quando você vai levando porrada, porrada? Até quando vai ser saco de pancada?


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Outubro já?
A velocidade alarmante do tempo “hoje em dia” está absurda. Já estamos em outubro de 2011!!!
O que está acontecendo? A terra não está rodando mais rápido. Mas rodar pela terra está....

O tempo é fato constante
Ninguém adianta ou atrasa.
E o tempo não importante
Some no tempo que passa...

sábado, 1 de outubro de 2011

Soneto póstumo

Uma ideia bem mórbida, é verdade... mas eu gostei


Soneto póstumo


Perdoem, meus amigos, mas falhei
É triste a despedida inesperada!
Mas cuidem, por favor, do que deixei
Pois essa vida aqui foi sepultada...

A saga desse tempo está passada
Por fim, ninguém aqui é imortal
E a vida vai ficando desbotada
Até o algoz suspiro do final...

E eu fico na esquecida desventura
Registro aqui a última esperança
Pois resta uma saída para a glória:

Debaixo da poeira da pintura
Encapar meus guardados pra lembrança
Fincando nesse chão a minha história...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

JUCA TROMBONE - Set/2011

Greve
Estou acompanhando de perto e apoiando com todas as minhas forças a greve dos professores do estado de Minas Gerais... É preciso. É necessário. Infelizmente os professores mineiros não são tratados com a dignidade e o respeito que a importância dessa profissão merece... Eu acho, e tenho certeza que muitos outros concordam comigo, que professor é a mais importante de todas as profissões. Mas, pelas precárias condições de trabalho e salário, ninguém mais vai querer ser professor... E aí eu pergunto: Quem vai ensinar, educar e formar as novas gerações? Se concorda comigo, demonstre, divulgue, espalhe seu apoio a Greve dos Professores!!!

Estou com eles na greve
Nessa luta de direito
Governo de Minas deve
Aos professores, Respeito!!!

Agrotóxicos II, a Missão...
No dia 30 de julho, dois homens foram vistos pulverizando agrotóxicos em uma rua da cidade. E o pior é que eles sabem que estão errados porque fugiram de um flagrante fotográfico... Não se sabe, ao certo, se eram funcionários da prefeitura. Eu imagino que não, pois a prefeitura sabe muito bem que, apesar de ser bem mais barato pulverizar veneno para acabar com pragas e matinhos, esse tipo de tratamento não é permitido, pois traz danos à saúde...

É mais barato o veneno
Mas o problema é gigante.
Se no bolso ele é pequeno
Pra saúde é alarmante...

Brasil, sil, sil, sil...
Infelizmente, o Brasil é o país da festa livre onde o povo arrota que é Penta-Campeão, vai as ruas pra pedir “êne” liberdades e simplesmente não faz nada contra esses governantes corruptos que nós mesmo colocamos no poder. 60% de aumento pra eles aprovado às pressas. Estão barrando a ficha limpa. Freando todas as CPIs. Abafando todos os escândalos. Compram Votos descaradamente. Voto Obrigatório, serviço Militar Obrigatório, impostos exorbitantes em todos os segmentos... Saúde pública? Educação? O quê? Isso não existe... E por aí vai... Tem uma frase, acho que do Einstein, que diz mais ou menos assim: “O que mais me preocupa não é a ação dos bandidos mas sim, a omissão dos honestos...”

Nesse Brasil que padece,
Ninguém se importa com isso...
Mas o que pra mim não desce,
É o povo sem compromisso...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Senóide


No balanço da rede
Às vezes lá
Às vezes cá
Percebemos
Que os problemas
As coisas
Os fatos
As dores
E desamores
Vem e vão...
Às vezes lá...
Às vezes cá...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Des-in(s)Piração


Vamos seguir nessa mesma linha
Nessa penosa linha do absurdo
Do abstrato, do letargo...
Do emaranhado de idéias
Idéias desalinhadas
Que não se fundem
E se confundem...
E se tornam nós...
Nós atados, entrelaçados
Entrelaçando nada...

As idéias não estão mais soltas
Mas ficaram presas
Aprisionadas e separadas
Pela diversidade do raciocínio lógico
Que sobrepõe ao emotivo
Na maioria das minhas vezes...
Pois, como qualquer longa estrada,
Você sabe onde vai dar...
Você sabe onde quer chegar...
Mas não tem a mínima noção da hora...

domingo, 21 de agosto de 2011

Desinspiração II




Em branco...
Minha mente...
As folhas não
Pois teimo em borrá-las
De tanta borracha...
As folhas não...
Não estão em branco...
Mas estão vazias...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Desinspiração


basta, enfim,
um ponta pé.
apenas
uma ponta de lápis
e um pedaço de papel
para que,
o que era vazio
se tornar alguma coisa
viva...

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Da Série :Os brinquedinhos do vô Cláudio

Capítulo I – O Bugue

Bugue ou Buggy? Achei, no dicionário a grafia Buggy, mas achei muito estranha. Bom, vamos lá... Acho que Em 1986 ou 87. O meu querido Vô Cláudio anunciou aos netos que havia comprado um Bugue. Um bugue para os seus netos... Pirei de verdade. Imagina? Tinha 12 ou 13 anos... Bugue era uma coisa muito fantástica. Fiquei sonhando com o Bugue durante, sei lá quanto tempo. Ele seria buscado em uma cidade longe que eu não sei qual, e chegaria, sem motor, de caminhão. Aquela tarde de sábado deve ter durado uns 3 séculos pra passar mas, em fim, chegou. Empoleiramos todos no caminhão pra conhecer o bugue e apenas apreciá-lo, pois o motor seria instalado depois. Um bom e velho motor de fusca. Era um bugue todo vermelho, de fibra-de-vidro com bancos pretos e bem baixos. Volante bem pequeno e bem invocado.
O motor veio uma semana depois. Lembro-me do Bugue, chegando com suas próprias rodas, vindo do mecânico, entrando na área da casa do vovô. E sobe a netaiada pra passear... Cada hora um. Ou melhor, cada hora, uns 3 ou 4. Vai na lagoa do Campestre e volta. Vai e volta. Talvez um tanque completo se foi nessa tarde só de passeios. Brinquei muito, passeei bastante, arrisquei meus primeiros arranques... Depois de um tempo, vendeu o Bugue. Comprou um jipe. Usava pra trabalho, mas eu usufruí bastante... Sempre “a trabalho” mas não perdia uma chance de passear. Levava comida pros porcos, buscava lenha no castelhano, buscava leite no retiro, carregava ração pra galinhas... Êh saudade do Vovô...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Tramela

Nas tentativas
De se romper
As ripas da porteira do peito
Por um fundamental recomeço
Não se sente,
Não se nota,
Não se vê,
Que a tramela está erguida...

da Série: VAGAS LEMBRANÇAS DE UMA PÉSSIMA MEMÓRIA

Duas de uma vez... ambas no Barraquinha do Campinho do coronel Gaspar... faz tempo!!!


Zé Topera e Topeirinha

O meu pai com o tio Aécio foram, em suas adolescência e juventude, animadores de auditório. Pelo menos é isso que eles contam. Em Pedralva dos anos 50 e 60, televisão era coisa rara. Acho que nem tinha ainda. O muito menos os Clubes Recreativo e Operário. O cinema, o Cine Americano, era o centro das atividades e, além dos filmes, havia festas, festivais, teatros, tudo criado e encenado pela turma da cidade mesmo. Foi quando eles dois criaram a dupla Zé Topera e Toperinha que faziam paródias e desafios rimados, duelavam em versos e terminavam fazendo as pazes... Então tá. É isso. Décadas mais tarde, tiveram a idéia de reviver a dupla na barraquinha que tinha no campinho do Coronel Gaspar que, na época, era aberta. Acho que em julho de 1985. Só que, não com eles e sim, com seus filhos. Eu e o Edgar. Não sei bem quem teve a idéia e nem porquê, mas meu pai re-escreveu um duelo adaptando aos dias da época. O Edgar topou na hora e ficamos ensaiando e criando brincadeiras. Me lembro, que na noite da apresentação, ficou tudo atrasado, o som estava chiando, o microfone falhou e não deu pra ouvir direito, sabe como é, né?! Mas, no final, deu tudo certo! Ou não... Não me lembro! Vou tentar relembrar o duelo:

ZÉ TOPEIRA:
Ô cumpadi Toperinha
Ocê qué disafiá
Ocê é uma besta quadrada
Isso é só pra começá

TOPERINHA:
Eu sou uma besta quadrada
Mas eu tenho inducação
E ocê que é muito sabido
Tá no meio dos ladrão

ZÉ TOPEIRA:
Tô no meio dos ladrão
É porque não tenho medo
E ocê que é um medroso
Tá do lado do Figueiredo. (Presidente em exercício na época)

TOPERINHA:
Tô do lado do Figueiredo
Mas isso até eu explico
E ocê que almoça e janta
Dentro do seu pinico

ZÉ TOPEIRA:
Eu como no meu pinico
Mas como fruta madura
E ocê que todo dia
Só come capim-gordura

TOPERINHA:
Eu como capim-gordura
Mas eu sou bão na enxada
E ocê que beijo um home
Pensou que era namorada

ZÉ TOPEIRA:
Eu beijei um home sim
E ocê que é tão bobo
Que caçô um passarinho,
Pensando que era um lobo...

ZÉ TOPEIRA & TOPERINHA:

Vamo nóis fazê as paiz
Que brigá nunca foi bão
Zé topera e Toperinha
São amigo feito irmão...

Acho que é isso aí. Que eu me lembre, é. Fiquei surpreso de saber isso de cor até hoje... Só pra constar, eu tinha de 9 pra 10 anos e o Edgar, 12 ou 13. Por aí. O Edgar fez o Zé Topera, e eu fiz o Toperinha. E foi muito divertido. Os ensaios, as piadas, as comparações... Eu virei engenheiro, mas o Edgar está por aí, em palcos cada vez maiores...

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Michael Jackson na barraquinha do campinho

No início da década de 80, o Michael Jackson, com seu Álbum “Thriller” estava no auge. Minha lembrança me remete à 1985. Eu acho. Os concursos de imitações do ídolo pop-star americano também estavam no auge. E lá vai eu e o Edgar (de novo!!!) ensaiar para poder participar do concurso. Não lembro quanto tempo isso durou. Pra mim, parecem ter sido meses... Mas eu sei que a barraquinha no campinho funcionava somente durante julho. Bom, a febre era tanta, que eu só ia para o Clube de Campo, sagrado pra mim, depois de ver o concurso de imitações que passava aos sábados no programa Raul Gil. Tinha uma menina lá que tinha a roupa igual do Clipe do Thriller. Espetáculo. Bom, ensaiávamos apertados no escritório do meu pai... Eram três músicas as principais: “Thriller”, “Beat It” e “Billie Jean”. Sabia de cor. Com aquele falso inglês absurdo, mais sabia. Acabei que tirei quarto lugar e o Edgar foi segundo. Não me lembro como foi esse julgamento, mas foi isso aí. Eu acho. Me rendeu algumas outras apresentações na escola. Um mico daqueles! bem pagos! Mas quem disse que eu não gosto?!