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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sonhos...

Joguei meu nome no vento
Pra ver como é.
E, se é brisa ou vendaval,
Não me interessa.

O que valeu, e valeu muito,
foi sentir
uma pequena chance
de alçar vôo.
E,
No final,
Bem de leve,
Planar bastante!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Eu por eu mesmo:

Não sei. Acho que sou um grande sonhador que busca, nestes sonhos, um pouco de realidade. E, por pura teimosia, acabo conseguindo bastante coisa.
Tenho, pelas estradas da vida, a felicidade como companheira constante. Às vezes tem uma porteira pequena. Às vezes grande. Uma ponte, uma pinguela. Um curva, uma subida. Às vezes chove. Às vezes faz sol. Mas, no contexto, estou sempre de bem com a vida. É isso. Eu acho.

domingo, 4 de julho de 2010

Soneto ao mau doente (Ressaca)

Perdoe o mal que faço, inconsciente.
Ao proferir palavras e deslizes
Se existe a dor que causo inconseqüente
Cravam-se em mim profundas cicatrizes.

Quando estou submerso em mar de crises
De embriagues ou raiva intermitente
Devaneios e gestos infelizes
Sucumbem lucidez de minha mente.

Mas na manhã, por ontem esquecida,
O trauma se faz força arrependida
Pisar no chão imundo do passado.

A promessa de sempre repetida
Faz presente no fato enaltecida
E o dia se refaz amarrotado...

domingo, 27 de junho de 2010

Sonoros sons e afins

Gosto de ouvir a cadência sonora de uma frase bem dita.
Bendita frase...
Seu sentido é secundário, segundo plano.
Como se outrora fosse uma outra qualquer língua, perdida na raiz do mundo.
Enraizada na história.

Me deleito em ouvir um sonoro soneto em voz, pausada e ritmada.
A vibração transcende o tímpano e jaz, no peito, em fibrilação.

É fúnebre o possível trauma de não poder ouvir...
Ecoaria um profundo silêncio na alma.
E cairia em suicídio póstumo.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

INVERNO

O sol caiu junto com o cobertor.
Os graus se foram
deixando as peles
bem menos visíveis.
Chegou o tempo
da alergia à naftalina...
Tempo de frio
Tempo de cobertor
Cobertores
E dois pés gelados
na minha coxa...
Pés que não são meus,
Fisicamente falando...

terça-feira, 15 de junho de 2010

Copa do Mundo

Hoje o Brasil estreia na copa da Africa do sul. Resolvi, então, contar uma história que ficou em absoluto segredo durante 16 anos. Com certeza, esse fato mudou o rumo da copa de 94... Ou não, talvez eu esteja exagereando... será?!

Copa de 94 – A bandeira na torre

Na Copa do mundo de 94, alguma coisa me dizia que o Brasil iria ganhar. Eu ainda não havia visto um título, aliás, não tinha visto nem o Brasil passar das quartas. Em 78, eu não me lembro. 82, aquela “injustiça” do Paolo Rossi com a Itália nas quartas. Em 86, o pênalti do Zico e depois a disputa de Pênaltis com a França nas quartas. Sem contar que o Maradona jogou muito nessa copa. Em 90, Romário machucado, mal jogou. Mas o Maradona e o Kaniggia jogaram muito nas oitavas... Em 94, eu já estava na faculdade, tinha 19 anos, no auge da forma e estava pra terminar um tratamento que me impossibilitava de beber bebidas alcoólicas desde os 14 anos... 9 de julho de 1994. Brasil 3x2 Holanda, o melhor jogo da Copa. Meu pai fez um churrasco pra comemorar o termino do tratamento e minha entrada na cachaça... Mais ou menos isso mesmo. Bom, não me lembro exatamente à que altura da Copa, mas o Alexandre, amigo de longa data, tinha uma bandeira verde amarela e combinamos de colocá-la no alto da torre da, na época, Telemig, que ficava perto de nossas casas. Nada de vandalismo. Subir lá de madrugada, botar a bandeira em prol da Copa do mundo, e descer. Fizemos... Não sei se vocês sabem, mas o Brasil foi tetra graças à nossa bandeira... essa é a verdade.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

duas curtinhas...

+
Singular
Mais singular,
É igual a
Plural...

+
Quando se sepulta o silêncio,
O tempo transcende em som
Que pode ser, talvez,
Anuncio de guerra
Ou vitória da paz...

quinta-feira, 3 de junho de 2010

SEGUNDA PESSOA

viagem na segunda pessoa, com endereço certo...

se me queres tu como eu a ti
se conjugo em nós o que conseguiste
se puderes ser só minha tu em mim e eu contigo
se indagas o futuro como um presente do pretérito mais que perfeito
se tu não foste minha como já és teu, meu corpo
se me deste a vida quando precisaste dela
se possuis o dom de me fazer mais belo
secundário cá estou eu
Amo te na segunda pessoa
Porque tu és a primeira!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

FAZ TEMPO...

Faz tempo que não passo por aqui...
Faz tempo mesmo, um tempão...
Deve ser por isso. Por isso que estou escrevendo...
É por isso mesmo
que não venho mais aqui com tanta freqüência

terça-feira, 27 de abril de 2010

A...CORDA

é pessoal... ano de eleição, vamos votar direto!!!

A...CORDA

Sozinhos, estamos soltos e somos só um.
Mas, juntos, de mãos dadas, atados, Somos nós...