Vou sem mente
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domingo, 7 de junho de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
A Lâmpada (CAP - III)
(continuando...)
– Ok, manda aí! Depois você descobre Quem se ferrou por sua culpa!!! É sempre assim... – e, interrompendo Geninho, Alan grita:
– Eu desejo ter poderes mágicos!
– Como assim? Poderes mágicos?
– É isso mesmo... Pelo que eu estou vendo, você curte muito mais a vida nossa do que a sua, e o efeito colateral do meu desejo fará você perder os poderes pois você é o único que eu conheço. Dessa maneira, o computador só tem uma opção.
– Exatamente. Você me libertou dessa vida e eu vou realizar meu maior sonho de ser um ser humano normal...
E assim, cumpriu-se.
Alan agora tinha poderes mágicos e os usou pela primeira vez pra dar a Geninho nome, sobrenome, família, CPF e uma boa profissão.
Hoje Genivaldo tem um bom emprego e um grande amigo. Já Alan, sem ninguém perceber, deu um jeitinho na vida de todos que precisavam de ajuda à sua volta, e ainda continua ajudando quem precisa...
Pra ele mesmo só arrumou um bilhete premiado bem gordo...
F I M
– Ok, manda aí! Depois você descobre Quem se ferrou por sua culpa!!! É sempre assim... – e, interrompendo Geninho, Alan grita:
– Eu desejo ter poderes mágicos!
– Como assim? Poderes mágicos?
– É isso mesmo... Pelo que eu estou vendo, você curte muito mais a vida nossa do que a sua, e o efeito colateral do meu desejo fará você perder os poderes pois você é o único que eu conheço. Dessa maneira, o computador só tem uma opção.
– Exatamente. Você me libertou dessa vida e eu vou realizar meu maior sonho de ser um ser humano normal...
E assim, cumpriu-se.
Alan agora tinha poderes mágicos e os usou pela primeira vez pra dar a Geninho nome, sobrenome, família, CPF e uma boa profissão.
Hoje Genivaldo tem um bom emprego e um grande amigo. Já Alan, sem ninguém perceber, deu um jeitinho na vida de todos que precisavam de ajuda à sua volta, e ainda continua ajudando quem precisa...
Pra ele mesmo só arrumou um bilhete premiado bem gordo...
F I M
quinta-feira, 30 de abril de 2009
A Lâmpada (CAP - II)
(continuando...)
Alan levou algumas horas pra entender e aceitar o que havia visto. Como era azarado! Quando consegue a sorte grande é com um gênio engomadinho como aquele? Sua conduta moral e ética era superior a qualquer vontade de se dar bem na vida. Não queria fazer mal a nenhum amigo ou parente... Tinha menos de 24 horas pra decidir...
Passou toda à noite pensando... Pensou em tudo. Animou-se quando pensou em um excelente emprego com grande salário... Não. Alguém perderia o emprego. Pensou também em pedir ações de uma grande multinacional, pois não tinha nenhum amigo que possuía ações. Mas deve valer como dinheiro. Entra no primeiro exemplo.
Passou a noite em claro. Não conseguiu nem fechar os olhos. É claro! Você conseguiria? Eu como autor também estou sem dormir tentando bolar um final pra isso e não consigo! Bom, seguimos com a história...
O tempo foi passando até que já era meio-dia... Nada do gênio. Alan chegou a ter um certo alívio ao pensar que o gênio não apareceria. Mas, meia hora mais tarde, aparece o gênio:
– Desculpe o atraso! O trânsito está um horror... O metrô está em greve, os ônibus também, tive que vir de táxi e ainda gastei uma fortuna pra pegar um caminho alternativo!
– Como assim? – pergunta Alan, meio sem entender...
– Ok, ok! Me atrasei, pô! Dá uma folga! Fiquei mil anos engarrafado! Fui pegar uma baladinha ontem... Nossa! Como as coisas mudaram!... Bom, vamos lá! Seu pedido...
Alan já se acostumando melhor com a história, tenta enrolar Geninho:
– Bom, sabe como é, né? Isso é muito difícil! Não existe pedido que eu possa fazer, sem prejudicar alguém, e ainda não decidi.
– É sempre assim! No começo esse papo moralista, mas depois de um tempo, todos ferram todos... Foi assim com muita gente que ficou famosa e tudo mais... Fico aqui até as 18:00, pois tenho um happy-hour pra ir. Você ainda tem algumas horas...
Alan se pôs a pensar desta vez com o auxílio do Gênio. Pediu uma idéia do gênio, mas Geninho disse que isso era contra o regulamento. Foi aí então que Alan teve um idéia:
– Geninho! Acho que sei qual é meu pedido!
...Não percam o Próximo e decisivo capítulo!
Alan levou algumas horas pra entender e aceitar o que havia visto. Como era azarado! Quando consegue a sorte grande é com um gênio engomadinho como aquele? Sua conduta moral e ética era superior a qualquer vontade de se dar bem na vida. Não queria fazer mal a nenhum amigo ou parente... Tinha menos de 24 horas pra decidir...
Passou toda à noite pensando... Pensou em tudo. Animou-se quando pensou em um excelente emprego com grande salário... Não. Alguém perderia o emprego. Pensou também em pedir ações de uma grande multinacional, pois não tinha nenhum amigo que possuía ações. Mas deve valer como dinheiro. Entra no primeiro exemplo.
Passou a noite em claro. Não conseguiu nem fechar os olhos. É claro! Você conseguiria? Eu como autor também estou sem dormir tentando bolar um final pra isso e não consigo! Bom, seguimos com a história...
O tempo foi passando até que já era meio-dia... Nada do gênio. Alan chegou a ter um certo alívio ao pensar que o gênio não apareceria. Mas, meia hora mais tarde, aparece o gênio:
– Desculpe o atraso! O trânsito está um horror... O metrô está em greve, os ônibus também, tive que vir de táxi e ainda gastei uma fortuna pra pegar um caminho alternativo!
– Como assim? – pergunta Alan, meio sem entender...
– Ok, ok! Me atrasei, pô! Dá uma folga! Fiquei mil anos engarrafado! Fui pegar uma baladinha ontem... Nossa! Como as coisas mudaram!... Bom, vamos lá! Seu pedido...
Alan já se acostumando melhor com a história, tenta enrolar Geninho:
– Bom, sabe como é, né? Isso é muito difícil! Não existe pedido que eu possa fazer, sem prejudicar alguém, e ainda não decidi.
– É sempre assim! No começo esse papo moralista, mas depois de um tempo, todos ferram todos... Foi assim com muita gente que ficou famosa e tudo mais... Fico aqui até as 18:00, pois tenho um happy-hour pra ir. Você ainda tem algumas horas...
Alan se pôs a pensar desta vez com o auxílio do Gênio. Pediu uma idéia do gênio, mas Geninho disse que isso era contra o regulamento. Foi aí então que Alan teve um idéia:
– Geninho! Acho que sei qual é meu pedido!
...Não percam o Próximo e decisivo capítulo!
segunda-feira, 20 de abril de 2009
A Lâmpada (CAP - I)
Essa é uma daquelas histórias que acontecem todo dia... Vamos chamá-lo de Alan...
Alan estava tranqüilamente a caminho de casa, quando de repente viu que algo reluzia na lixeira do beco da rua 12 (o número da rua é irrelevante. Comentei só pra prolongar a história). Não podendo se conter, Alan se aproximou e viu uma lâmpada com aparência bem velha, mas intacta. Por um instante, pensou em esfregá-la, pois surgiria um gênio oferecendo três desejos... Começou a rir sozinho, pôs a lâmpada na bolsa e levou pra casa – quem sabe consigo uma boa grana com algum colecionador de antiguidades – pensou a caminho de casa...
Chegando em casa, pegou sua flanelinha e começou a lustrá-la. Foi quando algo estranho aconteceu. A lâmpada começou a sacudir violentamente e começou a sair de dentro dela uma coisa parecida com um pano. Nada de fumaça. Um pano que começou a inflar e rapidamente tomar forma de um homem. Isso mesmo, um homem. Não um gênio, um homem. Um homem de terno preto, barba feita, cabelos bem penteados e brilhantes. Aparentava seus 40 anos. Alan, meio sem entender, achando que era um sonho, começou a se estapear pra acordar. O homem se virou pra ele, ajeitou a gravata e se apresentou:
– Olá! Sou Genivaldo – Olhou no espelho ao lado, lambeu o dedo, ajeitou a sobrancelha e continuou – mas pode me chamar de Geninho. Eu sou isso mesmo que você não está conseguindo acreditar. Sou um gênio. Você me libertou, ta-tá-tá, ta-tá-tá... É igualzinho esses filmes mesmo... Só que é apenas um desejo... Sabe como é, né?! Inflação...
Voltou-se para o espelho, limpou o canino com a ponta da língua, ajeitou a manga da camisa se virou para o Alan e disse:
– E aí? Não tenho todo tempo do mundo... Afinal, faz mil anos que estava preso...
– V... V... Vo... Vo... Você é um gênio mesmo? Um gênio da lâmpada?
– Claro! Quem pensou que fosse? A Feiticeira??
– M... M... Mas assim?
– Meu caro, eu apareci como um homem do seu tempo, e você quase tem um enfarto. Imagina se eu apareço com turbante e vestido como odalisca? No mínimo você morre, eu vou preso e viro a festa da cadeia toda...
– Ok, ok, já estou um... Um pouco melhor...
– Ótimo, vamos lá, faça seu desejo, pois preciso ir embora rever meus amigos...
– Isso é sério? Igual nos filmes? Sério mesmo?
– Claro! A diferença é que o desejo seu, gera outro desejo de proporções inversas com alguém que você goste...
– Como assim “proporções inversas”?
– Por exemplo, se você me pedir mil reais, alguém que você goste ira perder ou se endividar pelo mesmo valor. Ou seja, qualquer coisa de valor, acarreta numa divida do mesmo valor.
– Mas quem seria?
– É impossível prever, o computador tem todos seus registros, mas é um sorteio aleatório...
– Computador?
– entendeu, não entendeu?!. Bom, imaginei que isso aconteceria, e você não saberia como lidar com isso. Mas este é meu trabalho, espero que compreenda. Estarei aqui amanhã ao meio dia em ponto para escutar seu desejo, boa sorte!!!
E, num passe de mágica, Geninho sumiu levando com ele a lâmpada e deixando Alan sem acreditar no que aconteceu...
Não percam o próximo capítulo...
Alan estava tranqüilamente a caminho de casa, quando de repente viu que algo reluzia na lixeira do beco da rua 12 (o número da rua é irrelevante. Comentei só pra prolongar a história). Não podendo se conter, Alan se aproximou e viu uma lâmpada com aparência bem velha, mas intacta. Por um instante, pensou em esfregá-la, pois surgiria um gênio oferecendo três desejos... Começou a rir sozinho, pôs a lâmpada na bolsa e levou pra casa – quem sabe consigo uma boa grana com algum colecionador de antiguidades – pensou a caminho de casa...
Chegando em casa, pegou sua flanelinha e começou a lustrá-la. Foi quando algo estranho aconteceu. A lâmpada começou a sacudir violentamente e começou a sair de dentro dela uma coisa parecida com um pano. Nada de fumaça. Um pano que começou a inflar e rapidamente tomar forma de um homem. Isso mesmo, um homem. Não um gênio, um homem. Um homem de terno preto, barba feita, cabelos bem penteados e brilhantes. Aparentava seus 40 anos. Alan, meio sem entender, achando que era um sonho, começou a se estapear pra acordar. O homem se virou pra ele, ajeitou a gravata e se apresentou:
– Olá! Sou Genivaldo – Olhou no espelho ao lado, lambeu o dedo, ajeitou a sobrancelha e continuou – mas pode me chamar de Geninho. Eu sou isso mesmo que você não está conseguindo acreditar. Sou um gênio. Você me libertou, ta-tá-tá, ta-tá-tá... É igualzinho esses filmes mesmo... Só que é apenas um desejo... Sabe como é, né?! Inflação...
Voltou-se para o espelho, limpou o canino com a ponta da língua, ajeitou a manga da camisa se virou para o Alan e disse:
– E aí? Não tenho todo tempo do mundo... Afinal, faz mil anos que estava preso...
– V... V... Vo... Vo... Você é um gênio mesmo? Um gênio da lâmpada?
– Claro! Quem pensou que fosse? A Feiticeira??
– M... M... Mas assim?
– Meu caro, eu apareci como um homem do seu tempo, e você quase tem um enfarto. Imagina se eu apareço com turbante e vestido como odalisca? No mínimo você morre, eu vou preso e viro a festa da cadeia toda...
– Ok, ok, já estou um... Um pouco melhor...
– Ótimo, vamos lá, faça seu desejo, pois preciso ir embora rever meus amigos...
– Isso é sério? Igual nos filmes? Sério mesmo?
– Claro! A diferença é que o desejo seu, gera outro desejo de proporções inversas com alguém que você goste...
– Como assim “proporções inversas”?
– Por exemplo, se você me pedir mil reais, alguém que você goste ira perder ou se endividar pelo mesmo valor. Ou seja, qualquer coisa de valor, acarreta numa divida do mesmo valor.
– Mas quem seria?
– É impossível prever, o computador tem todos seus registros, mas é um sorteio aleatório...
– Computador?
– entendeu, não entendeu?!. Bom, imaginei que isso aconteceria, e você não saberia como lidar com isso. Mas este é meu trabalho, espero que compreenda. Estarei aqui amanhã ao meio dia em ponto para escutar seu desejo, boa sorte!!!
E, num passe de mágica, Geninho sumiu levando com ele a lâmpada e deixando Alan sem acreditar no que aconteceu...
Não percam o próximo capítulo...
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Sonetos para Ana
Soneto para Ana
Às vezes vejo a vida despencar
Não sei por que acontece isso comigo.
Eu me vejo à procura do meu lar,
Pois sei que lá eu tenho um ombro amigo.
Nosso quarto, ao meu lado, meu abrigo.
Disposta para rir ou pra chorar
E na ausência do nosso sonho antigo,
Embala-me cantigas de ninar.
Adormeço tranqüilo entre teus braços.
Que a vida se refaz havendo laços,
Feliz aguardo o dia que almejei.
Acordo plenamente, outra pessoa!
No coração uma só frase entoa:
A mulher dos meus sonhos encontrei!
=============================================
Outro Soneto para Ana
Quando eu deitar ao chão que te acalenta
E sucumbir tua luz enaltecida
Vou implorar o pão que te alimenta
Entregando minh’alma adormecida...
Em minha vida, ontem, esquecida
Num próspero amanhã que me fomenta
tenho, hoje, tua vida enternecida
tenho a paz que busquei pela tormenta.
Quantos dias busquei-te assim chorando
quantos túneis trilhei sempre sem rumo
Fincando a cicatriz arrependida...
Doses de pranto foram me ensinando
Por essas trilhas a encontrar meu prumo
E agora, ao lado teu, tenho uma vida...
Às vezes vejo a vida despencar
Não sei por que acontece isso comigo.
Eu me vejo à procura do meu lar,
Pois sei que lá eu tenho um ombro amigo.
Nosso quarto, ao meu lado, meu abrigo.
Disposta para rir ou pra chorar
E na ausência do nosso sonho antigo,
Embala-me cantigas de ninar.
Adormeço tranqüilo entre teus braços.
Que a vida se refaz havendo laços,
Feliz aguardo o dia que almejei.
Acordo plenamente, outra pessoa!
No coração uma só frase entoa:
A mulher dos meus sonhos encontrei!
=============================================
Outro Soneto para Ana
Quando eu deitar ao chão que te acalenta
E sucumbir tua luz enaltecida
Vou implorar o pão que te alimenta
Entregando minh’alma adormecida...
Em minha vida, ontem, esquecida
Num próspero amanhã que me fomenta
tenho, hoje, tua vida enternecida
tenho a paz que busquei pela tormenta.
Quantos dias busquei-te assim chorando
quantos túneis trilhei sempre sem rumo
Fincando a cicatriz arrependida...
Doses de pranto foram me ensinando
Por essas trilhas a encontrar meu prumo
E agora, ao lado teu, tenho uma vida...
segunda-feira, 9 de março de 2009
LINDAS
Em uma lista das mulheres mais lindas do mundo eu coloco, sem pestanejar, a minha em primeiro lugar. Ela sabe disso. Só não acredita muito em mim. Mas é verdade. Em segundo vem a Michelle Pfeiffer em “O feitiço de Áquila”. Tem que ser nesse filme. No “I am Sam” ela perde algumas posições, apesar de eu preferir esse filme. Vivo cobrando dela uma lista dos homens mais bonitos, mas ela sempre desconversa. Elogia um ali, outro aqui... Às vezes cita uns de amargar... Fico preocupado. O máximo que ela fala de mim, é quando eu faço barba e ela usa o adjetivo “bonitinho”. Tá de bom tamanho. É difícil arrancar um “bonitinho” dela. E não estou aqui reclamando dela não. Quem nos conhece sabe. Eu sou um tremendo relaxo. Sorte minha que ela me agüenta assim e ainda elogia quando faço o mínimo. E por essas e outras, eu acho que ela nunca me colocaria em primeiro na lista dos homens. Não sei por quê. Mas, sinceramente, Eu não vejo problema em fazer a lista masculina. Eu mesmo posso fazer a minha lista sem nenhum preconceito. É claro que eu me coloco em primeiríssimo lugar... Deve ser por isso que ela não me leva a sério...
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Peixes de aquários
Olhando,
de dentro do aquário,
para além do vidro,
existe a magia
do desconhecido.
Do intocável.
Os peixes...
O que pensam?
O que refrata
através do vidro?
Utopia?
Saltam.
Atrás de quê?
Saltam.
Mesmo sabendo
que o destino,
às vezes,
é se debater
em terra firme.
Mas o fazem.
E o fazem de novo.
Buscam algo.
Querem mais
Querem ir
Além da vida
cercada de vidros...
Eu quero ser um peixe.
Um peixe de aquário
que na busca pelo desconhecido,
em um dos seus saltos,
encontra-se, finalmente,
com o oceano...
de dentro do aquário,
para além do vidro,
existe a magia
do desconhecido.
Do intocável.
Os peixes...
O que pensam?
O que refrata
através do vidro?
Utopia?
Saltam.
Atrás de quê?
Saltam.
Mesmo sabendo
que o destino,
às vezes,
é se debater
em terra firme.
Mas o fazem.
E o fazem de novo.
Buscam algo.
Querem mais
Querem ir
Além da vida
cercada de vidros...
Eu quero ser um peixe.
Um peixe de aquário
que na busca pelo desconhecido,
em um dos seus saltos,
encontra-se, finalmente,
com o oceano...
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
O meu Céu
Sempre me perguntei como seria o Céu quando eu morresse. A minha crença é nesta linha. Vida eterna após a morte. Só que eu não consigo imaginar várias nuvens com anjinhos tocando harpa. Isso seria muito chato. Claro, vejo esse meu Céu na concepção humana da palavra. Eu, humano, feito de carne. Então, minhas verdadeiras alegrias se concentram em coisas da vida e, principalmente, na vida! Não consigo ver meu Céu feliz, se não estiver presente nele, todas as coisas que me fazem feliz em vida! Família, amigos, música, cervejinha, natureza, arte, poesia, boas conversas... Sem isso, ele seria, digamos, bem morto! E assim eu não quero. Nem morto! Então vamos voltar ao texto. O meu Céu. Vejo um sítio. Clima tropical. Um pomar com frutas de todo os gêneros. Sempre carregadas e no ponto. o tempo todo. Todo ano. Que tempo? Que ano? O meu. Especificamente meu. Voltarei nisso mais pra frente. Um churrasquinho, uma cervejinha na temperatura certa... Nunca acaba... Nunca ninguém se cansa, nunca ninguém passa mal, nunca ninguém sofre... Bota nele uma cachoeira por perto com quedas, escorregas poços e água cristalina. Bota uma piscina também. Um campinho de futebol. Um ventinho pra refrescar e empinar uma pipa de vez em quando. Para os dias, bota um céu azul. Algumas nuvens pra enfeitar o sol. Nas noites, salpica o céu de estrelas... Muitas mesmo... Mas, às vezes, bota uma lua cheia gigante. Não esqueça de se livrar dos pernilongos, mosquitos, carrapatos... Mas pode deixar lá alguns cachorros, vacas e cavalos. Como distribuir tudo isso? Simples! É só seguir a vontade de viver as coisas boas. Mesmo depois de morto. Sobre o tempo, bem, o tempo não existe... Estarão presentes no meu céu, todos aquelas pessoas que eu amo. TODAS mesmo!!! Cada uma no seu tempo, cada uma no seu auge. Todas no meu tempo. No meu Céu. Por quê? Porque esse Céu é meu.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
voltando às poesias...
Período cheio de vazio...
===================================
Solidão
A poeira das lembranças
não se movem
os retratos nas paredes
não se movem
os vinhos, na adega
estão cada vez melhores,
mas não se movem...
===================================
SOLITÁRIA
Ela quer sair
sair da promiscuidade pura
que trafega nas veias de sua casa.
sua morada é podre
e ela quer vagar...
vagar sem rumo,
sem parada,
sem ter pra onde ir
e sem corpo pra morar...
===================================
Só eu
Na solidão dos meus sonhos
de casa cheia
procuro companhia.
procuro a luz
em plena luz do dia.
a chama é viva na lareira
e só ela quer dançar
até às cinzas.
Quero apenas
a casa cheia...
===================================
Sozinho
Solidão à noite,
Repleta de companhia.
A cama quente,
O coração frio...
E os ratos
Abandonaram
Este porão
Imundo...
===================================
Solidão
A poeira das lembranças
não se movem
os retratos nas paredes
não se movem
os vinhos, na adega
estão cada vez melhores,
mas não se movem...
===================================
SOLITÁRIA
Ela quer sair
sair da promiscuidade pura
que trafega nas veias de sua casa.
sua morada é podre
e ela quer vagar...
vagar sem rumo,
sem parada,
sem ter pra onde ir
e sem corpo pra morar...
===================================
Só eu
Na solidão dos meus sonhos
de casa cheia
procuro companhia.
procuro a luz
em plena luz do dia.
a chama é viva na lareira
e só ela quer dançar
até às cinzas.
Quero apenas
a casa cheia...
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Sozinho
Solidão à noite,
Repleta de companhia.
A cama quente,
O coração frio...
E os ratos
Abandonaram
Este porão
Imundo...
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solitária,
sozinho
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
O Apagão
Esses dias, devido a uma forte chuva no começo da noite, a energia elétrica caiu por algumas horas... O que seria, normalmente, um suplício e sofrimento, afinal, quem agüenta ficar sem televisão, luz e, meu Deus, sem computador e internet?!?!? Ninguém em sã consciência suportaria tal martírio... Pois então. Esse foi meu primeiro sentimento. Aliás, no momento do apagão, eu estava no quarto vendo TV e a Ana Paula com as crianças no computador navegando na internet. Quase que na mesma hora, o Pedro gritou: “Oba! Vamos brincar de mímica!”. Acabamos reunidos na sala, ao redor das duas velas que encontramos, brincando de mímica, tocando violão, contando histórias... Em fim, foi uma noite muito agradável, melhor que muitas outras movidas à eletricidade. Engraçado que, essas coisas só acontecem nessas ocasiões. Não adianta tentar juntar a família, se a TV puder ser ligada. Não adianta apagar as luzes, se elas puderem ser acesas... É evidente que somos completos escravos dessas coisas... Depois desse dia, por várias vezes me peguei torcendo por uma nova “falta” de energia daquelas...
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